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Fifa encerra parceria de 60 anos com Panini e fecha com Fanatics para álbuns da Copa

Gigante americana de colecionáveis assume a produção a partir de 2031, prometendo inovações e investimento em produtos para crianças.

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Fifa encerra parceria de 60 anos com Panini e fecha com Fanatics para álbuns da Copa
Gigante americana de colecionáveis assume a produção a partir de 2031, prometendo inovações e investimento em produtos pCrédito · ge

Os factos

  • Fifa anuncia acordo com Fanatics para álbuns da Copa do Mundo a partir de 2031.
  • Panini encerra parceria de cerca de 60 anos com a entidade máxima do futebol.
  • Fanatics se compromete a distribuir mais de US$ 150 milhões em colecionáveis para crianças.
  • Novidade inclui 'Debut Patch', com pedaços de uniformes usados em jogos.
  • Presidente da Fifa, Gianni Infantino, destaca inovação e engajamento de fãs.
  • CEO da Fanatics Collectibles, Mike Mahan, foca em aproximar fãs de torneios e atletas.
  • Fim da parceria com Panini ocorre em meio a críticas sobre pré-venda do álbum de 2026.

Nova Era nos Colecionáveis da Copa

A Fifa anunciou nesta terça-feira um acordo de longo prazo com a Fanatics, empresa americana especializada em colecionáveis esportivos, que assumirá a produção dos álbuns e outros itens relacionados à Copa do Mundo a partir de 2031. A decisão marca o fim de uma era histórica para a Panini, tradicional parceira da entidade máxima do futebol por aproximadamente seis décadas, encerrando uma colaboração que definiu o mercado de colecionáveis por gerações. O movimento estratégico da Fifa visa impulsionar a inovação no universo dos itens colecionáveis e criar novas formas para os fãs se conectarem com seus times e jogadores. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, destacou em comunicado que a parceria com a Fanatics permitirá "globalizar esse engajamento dos fãs" através do portfólio global de torneios da entidade, gerando uma importante fonte de receita comercial que será reinvestida "no jogo, no futebol". A Fanatics, conhecida por suas iniciativas no mercado de colecionáveis esportivos, promete trazer novidades significativas. A empresa já demonstrou interesse em expandir a conexão entre os torcedores e os grandes eventos esportivos, um objetivo que se alinha com a visão da Fifa de aproximar o futebol de seus admiradores em escala global. A expectativa é que essa colaboração eleve a experiência dos fãs a um patamar inédito.

Inovação e Receita: O Plano da Fanatics

Um dos pilares da nova parceria reside na introdução de produtos inovadores. A Fanatics trará para os itens ligados à Copa o modelo de cards com "Debut Patch", que utiliza um pedaço de uniforme autêntico usado por um jogador em sua primeira partida em um Mundial. Este patch será removido, autenticado e inserido em um card colecionável, criando um item de alto valor e conexão direta com o atleta. Gianni Infantino revelou que programas com patches usados em partidas começarão a ser implementados já na Copa do Mundo deste ano, antecipando a estratégia mesmo antes do início oficial do licenciamento em 2031. Essa abordagem visa gerar itens com ligação direta com momentos e atletas específicos, abrindo uma nova e promissora frente de receita para o futebol global. A empresa também se comprometeu a uma iniciativa de grande impacto social: a distribuição gratuita de mais de US$ 150 milhões (equivalente a R$ 793 milhões) em colecionáveis para crianças ao redor do mundo durante a vigência do contrato. Essa ação demonstra o compromisso da Fanatics em fomentar o interesse pelo esporte entre as novas gerações.

A Gigante Fanatics e a Visão de Crescimento Global

Para a Fanatics, a parceria com a Fifa representa um passo monumental em sua estratégia de crescimento global. Mike Mahan, CEO da Fanatics Collectibles, expressou o desejo da empresa de aproximar ainda mais os fãs dos grandes torneios e atletas. "O futebol global representa a maior oportunidade de crescimento no esporte", afirmou Mahan, "e quando combinamos o poder da Fifa com a inovação e o espírito empreendedor da Fanatics, juntos estamos preparados para elevar a narrativa e os itens colecionáveis do futebol a um nível nunca antes visto". Essa colaboração é vista como uma oportunidade de transformar o futebol em um negócio ainda maior em escala mundial. A Fifa, com seu alcance global e a popularidade de seus torneios, é considerada a plataforma ideal para essa expansão. A entidade vê na Fanatics a parceira perfeita para concretizar essa visão ambiciosa. A expectativa é que, a partir de 2031, os colecionáveis da Copa do Mundo ofereçam uma experiência renovada aos fãs, combinando autenticidade, inovação tecnológica e um forte apelo emocional. A empresa americana busca capitalizar o imenso apelo do evento esportivo mais popular do planeta.

Críticas à Panini e a Transição Iminente

O anúncio da parceria com a Fanatics surge em um momento delicado para a Panini. Nas redes sociais, diversos colecionadores expressaram insatisfação com a pré-venda do álbum da Copa de 2026, relatando atrasos na entrega e falta de informações claras sobre os envios. A situação gerou ainda mais irritação ao se constatar que o álbum de capa dura já podia ser encontrado fisicamente em algumas livrarias no Brasil antes mesmo que os clientes que o encomendaram recebessem suas cópias. A Panini, procurada para comentar o assunto, optou por não se pronunciar, deixando um vácuo de comunicação em meio às reclamações. A empresa, que dominou o mercado de colecionáveis das Copas por seis décadas, agora vê seu reinado chegar ao fim, com a transição para a Fanatics marcada para 2031. Enquanto a Panini lida com as críticas atuais, a Fifa e a Fanatics já planejam o futuro. O presidente Infantino mencionou "grandes ativações para os fãs em torno da final da Copa do Mundo da Fifa de 2026 em Nova York, Nova Jersey", indicando que, apesar da mudança de parceiro nos álbuns, o engajamento com os torcedores continua sendo prioridade máxima para a entidade. A final da competição de 2026, que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um marco, com a organização de eventos públicos, como a transmissão da decisão em telões no Javits Center, em Nova York.

O Legado da Panini e o Futuro dos Colecionáveis

Por quase 60 anos, a Panini foi sinônimo de álbuns da Copa do Mundo, construindo um legado de memórias e tradição para milhões de fãs ao redor do globo. A empresa italiana não apenas produziu os tradicionais álbuns de figurinhas, mas também moldou a forma como gerações acompanharam e colecionaram os momentos de cada Mundial. Apesar do fim iminente de sua parceria com a Fifa, o impacto da Panini no mercado de colecionáveis esportivos é inegável. A empresa estabeleceu um padrão de qualidade e alcance que, agora, a Fanatics terá o desafio de superar ou redefinir. A transição para a Fanatics a partir de 2031 sinaliza uma mudança de paradigma, com foco em tecnologia, autenticidade e engajamento digital. A promessa de inovações como os "Debut Patches" e o investimento em produtos para crianças indicam um caminho voltado para as novas gerações de colecionadores, garantindo que a paixão pela Copa do Mundo continue a ser transmitida através de objetos tangíveis e significativos.

Em resumo

  • A Fifa encerra uma parceria de 60 anos com a Panini e firma novo acordo com a Fanatics para produção de colecionáveis da Copa do Mundo a partir de 2031.
  • A Fanatics promete inovações como os "Debut Patches", utilizando uniformes autênticos de jogadores em cards colecionáveis.
  • A empresa americana se compromete a doar mais de US$ 150 milhões em colecionáveis para crianças durante a vigência do contrato.
  • O presidente da Fifa, Gianni Infantino, vê a parceria como crucial para o crescimento global do futebol e para o aumento do engajamento dos fãs.
  • O fim da colaboração com a Panini ocorre em meio a reclamações de consumidores sobre a pré-venda do álbum da Copa de 2026.
  • A estratégia da Fifa e Fanatics visa criar novas fontes de receita e aproximar o futebol de seus admiradores em escala mundial.
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