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Agricultor morre ao segurar bebê e celular na tomada durante temporal em Canguçu

Éverton Duarte Köhler, de 24 anos, sofreu descarga elétrica após raio atingir rede; filho de colo não se feriu.

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Agricultor morre ao segurar bebê e celular na tomada durante temporal em Canguçu
Éverton Duarte Köhler, de 24 anos, sofreu descarga elétrica após raio atingir rede; filho de colo não se feriu.Crédito · G1

Os factos

  • Éverton Duarte Köhler, 24 anos, morreu em Canguçu (RS) na tarde de 1º de novembro.
  • A vítima estava em casa com o filho bebê no colo e usava celular conectado ao carregador.
  • A descarga ocorreu após um raio cair próximo à residência, atingindo a rede elétrica.
  • O bebê não sofreu ferimentos.
  • Köhler foi levado ao Hospital de Caridade de Canguçu pela família, mas já chegou sem vida.
  • A Polícia Civil investiga o caso; a Brigada Militar não registrou ocorrência.
  • O velório ocorre às 13h de sábado (2) na Comunidade São Lucas, no 5º distrito de Canguçu.
  • A Defesa Civil Estadual aguarda trâmites formais para incluir a morte na lista de vítimas do temporal.

A descarga elétrica durante o temporal

Na tarde da última sexta-feira, 1º de novembro, um forte temporal atingiu o Rio Grande do Sul, deixando um rastro de destruição em pelo menos 19 municípios. Em Canguçu, na região Sul do estado, a comunidade foi abalada pela morte de Éverton Duarte Köhler, um agricultor de 24 anos que sofreu uma descarga elétrica dentro de casa. Segundo relatos da família, Köhler estava em sua residência, segurando o filho bebê no colo, enquanto utilizava um aparelho celular conectado ao carregador na tomada. Um raio teria caído nas proximidades, atingindo a rede elétrica e provocando a descarga que vitimou o jovem. A criança, milagrosamente, não sofreu ferimentos.

Socorro tardio e a comoção familiar

Os próprios familiares levaram Éverton ao Hospital de Caridade de Canguçu, onde a equipe médica tentou manobras de reanimação. No entanto, o rapaz já chegou ao local sem vida. A Brigada Militar não registrou a ocorrência, pois o socorro foi prestado diretamente pela família. Köhler era agricultor, dedicado ao plantio de fumo, e morava com a esposa e o filho. Além da mulher e do bebê, ele deixa pais e uma irmã. O velório está marcado para este sábado, 2 de novembro, às 13h, na Comunidade São Lucas, no Alto da Cruz, no 5º distrito de Canguçu. O sepultamento ocorrerá às 16h.

Investigação policial e a contagem oficial de vítimas

A Polícia Civil apura o caso para determinar as circunstâncias exatas da morte. A Delegacia de Pronto de Atendimento (DPPA) de Canguçu não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. Paralelamente, a Defesa Civil Estadual acompanha os trâmites formais para decidir se incluirá a morte de Köhler na lista oficial de vítimas relacionadas aos eventos climáticos. Até a manhã de sábado, os temporais já haviam causado alagamentos e danos em telhados em 19 municípios gaúchos.

Outras tragédias no estado

O temporal não vitimou apenas Éverton. No Vale do Taquari, Denise Silva Martins, de 25 anos, morreu às 3h10 de sábado no Hospital Bruno Born, em Lajeado. Ela havia sido atingida pela queda de uma árvore no interior de Bom Retiro do Sul durante a noite de sexta-feira. Inicialmente atendida no Hospital de Caridade Sant’Ana, a gravidade dos ferimentos forçou sua transferência para Lajeado, onde não resistiu. Em Ivoti, um motorista de 51 anos morreu após colidir contra um poste durante o temporal. A Defesa Civil ainda avalia se essas mortes serão oficialmente atribuídas ao evento climático.

Riscos do uso de eletrônicos durante tempestades

O caso de Éverton Duarte Köhler reacende o alerta sobre os perigos de manusear aparelhos eletrônicos conectados à rede elétrica durante tempestades com raios. Especialistas recomendam evitar o uso de celulares, computadores e outros dispositivos ligados à tomada quando há atividade elétrica na atmosfera, pois a corrente pode ser conduzida pela fiação. No Brasil, país com a maior incidência de raios do mundo, acidentes como este são mais comuns do que se imagina. A cada ano, dezenas de pessoas morrem vítimas de descargas elétricas indiretas, muitas vezes dentro de casa.

O que esperar das investigações

A Polícia Civil de Canguçu deve concluir o inquérito nos próximos dias, ouvindo testemunhas e analisando as condições da residência e da rede elétrica no momento do acidente. A Defesa Civil, por sua vez, aguarda os laudos periciais para oficializar a relação da morte com o temporal. Enquanto isso, a comunidade de Canguçu se despede de Éverton, um jovem agricultor que deixa esposa e um filho pequeno. O episódio serve como um lembrete trágico dos riscos que eventos climáticos extremos impõem à população, mesmo dentro do que se considera um ambiente seguro.

Em resumo

  • Éverton Duarte Köhler, 24 anos, morreu em Canguçu após descarga elétrica enquanto segurava o filho e usava celular na tomada.
  • O bebê não se feriu; a família prestou socorro, mas o jovem chegou sem vida ao hospital.
  • A Polícia Civil investiga o caso; a Defesa Civil avalia incluir a morte na lista de vítimas do temporal.
  • Outras duas mortes no RS estão associadas ao temporal: uma mulher atingida por árvore e um motorista em colisão.
  • O incidente destaca o risco de usar eletrônicos conectados à rede durante tempestades com raios.
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