Infantino confirma Irã na Copa de 2026 e Trump reage com ironia
Presidente da Fifa anuncia participação iraniana no Mundial durante congresso no Canadá, enquanto Casa Branca sinaliza aceitação relutante.

BRAZIL —
Os factos
- Gianni Infantino confirmou a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 durante congresso da Fifa em Vancouver, Canadá, em 30 de abril de 2026.
- Donald Trump respondeu com ironia: 'Se o Gianni disse isso, então estou de acordo'.
- Irã jogará nos Estados Unidos, sede do torneio junto com Canadá e México.
- Cerca de 40 dias separam o anúncio do início da Copa do Mundo de 2026.
- Infantino tentou mediar aproximação entre federações israelense e palestina na assembleia da Fifa.
- Primeiro Prêmio da Paz da Fifa foi atribuído a Trump em dezembro de 2025.
Anúncio em Vancouver e reação da Casa Branca
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou durante um congresso da entidade em Vancouver, no Canadá, que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026. "Quero confirmar que o Irã participará da Copa do Mundo", afirmou Infantino, acrescentando que a seleção iraniana jogará nos Estados Unidos. Questionado por jornalistas no Salão Oval, o presidente norte-americano Donald Trump respondeu com ironia: "Se o Gianni disse isso, então estou de acordo". A declaração ocorre em meio a tensões diplomáticas entre os dois países e a menos de 40 dias do início do torneio.
Fato consumado e incômodo americano
O especialista em geopolítica Raphaël Le Magoariec, doutor pela Universidade de Tours, analisou que Trump foi colocado "diante de um fato consumado" e demonstra incômodo com a postura da Fifa. Segundo ele, a entidade busca se distanciar das disputas geopolíticas, especialmente em um momento de forte tensão no Oriente Médio. "O presidente americano foi colocado diante de um fato consumado e, sobretudo, ele está muito incomodado com o discurso da Fifa, que deseja sair da geopolítica, especialmente desta geopolítica regional do Oriente Médio, que está atualmente pegando fogo", afirmou Le Magoariec.
Mediação simbólica e ambições de Infantino
Durante a assembleia da Fifa, Infantino tentou aproximar os presidentes das federações israelense e palestina em uma tentativa de mediação simbólica. A iniciativa não teve sucesso, mas revela ambições políticas do dirigente máximo do futebol mundial. "Não funcionou, mas vemos muito bem que ele está tentando; podemos até nos perguntar se ele não tem vontade de obter ele próprio o Prêmio Nobel da Paz", sugeriu Le Magoariec. O especialista lembrou que Infantino atribuiu o primeiro Prêmio da Paz da Fifa a Trump em dezembro de 2025.
Interesses financeiros acima da geopolítica
Le Magoariec destacou que, para Infantino, os interesses financeiros da Fifa têm prioridade sobre os conflitos internacionais. "Para ele, o que conta é o lucro e enriquecer cada vez mais a Fifa. Portanto, todas as rivalidades geopolíticas devem silenciar para que o lucro prevaleça", opinou. A postura da Fifa contrasta com as tensões regionais, incluindo o conflito entre Israel e Palestina, que já gerou incidentes entre dirigentes e o presidente da entidade.
Repercussões e desafios logísticos
A confirmação da participação iraniana ocorre em meio a outros desafios para a Fifa, como problemas de transmissão para China e Índia e dificuldades na venda de ingressos para a estreia dos EUA. O Canadá negou 'privilégio papal' a Infantino, e a entidade enfrenta críticas de federações como a norueguesa, que pede a abolição do Prêmio Fifa da Paz. Enquanto isso, a seleção brasileira lida com lesões de jogadores como Militão, operado na Finlândia após nove lesões no ciclo, e Vanderson, que fará exames para definir sua convocação.
O que esperar do Mundial
Com a participação do Irã garantida, a Copa do Mundo de 2026 promete ser palco de tensões geopolíticas e desafios logísticos. A Fifa busca manter o foco no esporte, mas as declarações de Infantino e Trump mostram que a política não ficará de fora. O torneio, que será realizado em três países, terá início em junho e contará com 48 seleções. A expectativa é de que a competição movimente bilhões de dólares, mas as controvérsias em torno da participação iraniana e as críticas à gestão de Infantino podem marcar o evento.
Em resumo
- Infantino confirmou a participação do Irã na Copa de 2026, gerando reação irônica de Trump.
- O anúncio ocorre em meio a tensões no Oriente Médio e a menos de 40 dias do torneio.
- Especialista aponta que Trump foi colocado diante de um fato consumado e está incomodado.
- Infantino prioriza interesses financeiros da Fifa sobre conflitos geopolíticos.
- A Fifa enfrenta desafios como problemas de transmissão e venda de ingressos.
- A Copa de 2026 será sediada por EUA, Canadá e México, com 48 seleções.
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