Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pede ao STF transferência da Papuda após denúncias de assédio moral
Defesa alega necessidade de local adequado para negociar acordo, enquanto servidores relatam humilhações e pressão que afetaram saúde mental.
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BRAZIL —
Os factos
- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
- A defesa de Costa solicitou ao ministro do STF André Mendonça a transferência para local onde possa discutir negociação.
- Denúncias formais de servidores apontam assédio moral, incluindo gritos e humilhação física.
- Costa exigia que funcionários deixassem celulares fora de reuniões para agir 'de forma mais tranquila'.
- Equipes que não atingiam metas eram obrigadas a usar gravatas vermelhas para 'combinar' com o portal de metas.
- Em um episódio, Costa arremessou o próprio celular contra a parede durante reunião.
- Costa supervisionava pessoalmente a compra de carteiras de crédito com o Banco Master.
- Processos complexos que levariam meses eram exigidos para conclusão em um dia ou uma semana.
Pedido de transferência ao STF
A defesa do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele seja transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para um local onde possa discutir uma negociação. O ministro André Mendonça é o relator do caso. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Costa não havia se manifestado publicamente sobre o pedido. O ex-presidente está preso desde [data não especificada] sob acusações que incluem assédio moral e irregularidades na gestão do banco.
Denúncias de assédio moral sistêmico
Servidores do BRB relataram em denúncias formais que os episódios de assédio eram constantes e incluíam gritos durante reuniões e tentativas de imposição de autoridade, mesmo diante de outros gestores. Os relatos foram reunidos e estão sendo analisados pelos órgãos competentes. De acordo com os funcionários, Costa exigia que os empregados deixassem seus celulares fora da sala para, segundo ele, agir 'de forma mais tranquila' em reuniões. As denúncias também apontam práticas de humilhação física, inclusive contra altos gerentes do banco.
Humilhação pública e metas abusivas
Em reuniões com a direção, equipes que não atingiam as metas de gestão eram obrigadas a se expor publicamente. Por exemplo, os funcionários tinham que usar gravatas vermelhas para 'combinar' com o portal de metas do banco, uma prática que visava humilhar os profissionais. Em um dos episódios narrados, um servidor disse que Costa arremessou o próprio celular contra a parede durante uma reunião, em meio a uma crise de fúria. O ambiente de pressão constante afetou diretamente a saúde mental dos funcionários, segundo os relatos.
Supervisão direta na operação com o Banco Master
No caso envolvendo a operação com o Banco Master, funcionários afirmam que Costa ia pessoalmente aos setores responsáveis para supervisionar a compra de carteiras de crédito. Ele exigia que processos complexos, que normalmente levariam de três a quatro meses, fossem concluídos de um dia para o outro ou de uma semana para outra. Essas exigências eram sempre feitas com a anuência de superintendentes e gerências de área, o que sugere uma cultura de complacência com as práticas abusivas. A pressão por resultados imediatos contrastava com a complexidade técnica das operações.
Impacto na saúde mental dos servidores
Os servidores afirmam que o ambiente de pressão afetou diretamente a saúde mental, com relatos de estresse, ansiedade e outros transtornos. As denúncias formais destacam que os episódios de humilhação e assédio eram recorrentes e faziam parte da rotina no banco. Até o momento, não há informações sobre medidas de acolhimento ou suporte psicológico oferecidas pelo BRB aos funcionários afetados. A situação levanta questões sobre a responsabilidade da instituição na prevenção de assédio moral.
Próximos passos e desdobramentos judiciais
O pedido de transferência de Paulo Henrique Costa será analisado pelo ministro André Mendonça, do STF. A defesa alega que a mudança é necessária para que o ex-presidente possa discutir uma negociação, possivelmente relacionada a um acordo de delação ou colaboração. Enquanto isso, as denúncias dos servidores seguem sob investigação. O caso ganhou repercussão nacional e acendeu o debate sobre assédio moral no setor público bancário. A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas.
Um caso emblemático de abuso de poder
O escândalo envolvendo o ex-presidente do BRB expõe práticas de gestão autoritárias que, segundo os denunciantes, eram toleradas pela alta cúpula do banco. A exigência de metas irreais e a humilhação pública de funcionários configuram um ambiente de trabalho tóxico. A situação levanta questões mais amplas sobre a governança corporativa em instituições financeiras públicas e a necessidade de mecanismos eficazes de denúncia e proteção aos funcionários. O desfecho do caso pode estabelecer precedentes importantes para o combate ao assédio moral no serviço público.
Em resumo
- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está preso na Papuda e pediu ao STF transferência para negociar acordo.
- Servidores denunciaram assédio moral sistêmico, incluindo gritos, humilhação física e exigência de usar gravatas vermelhas por não cumprir metas.
- Costa supervisionava pessoalmente operações com o Banco Master e exigia conclusão de processos complexos em prazos irreais.
- O ambiente de pressão afetou a saúde mental dos funcionários, segundo relatos.
- O caso está sob análise do STF e pode gerar novos desdobramentos judiciais.



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