YouTube remove novo canal de Monark minutos após anúncio de retorno
Influenciador Bruno Aiub, conhecido como Monark, teve o perfil Bruno Aiub Show excluído pela plataforma por violação de diretrizes, enquanto aguarda resposta da Polícia Federal no STF.

BRAZIL —
Os factos
- Monark anunciou retorno ao YouTube em 26 de abril de 2026 com o canal Bruno Aiub Show.
- O canal foi removido pelo YouTube por violação das diretrizes da comunidade.
- A defesa de Monark afirma que não houve ordem de censura do STF; decisões anteriores foram revogadas em fevereiro de 2025.
- Um relatório da Polícia Federal foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes em 29 de abril de 2026, apontando ataques ao sistema eleitoral e a ministros do STF.
- Monark ficou três anos fora das redes sociais após declaração sobre nazismo em 2022.
- O MPSP voltou a pedir condenação de Monark em abril de 2026, com indenização de R$ 4 milhões.
- O canal tinha 38.000 inscritos e o único vídeo acumulava 120.000 visualizações antes da remoção.
Retorno relâmpago e nova derrubada
No domingo, 26 de abril de 2026, o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, publicou um vídeo intitulado “A volta do podcast – Bruno Aiub Show (Monark)” anunciando seu retorno ao YouTube após três anos de banimento. No vídeo, ele afirmou querer se desvincular do apelido “Monark”, adotando o nome real para o canal: Bruno Aiub Show. O conteúdo, que mostrava um tour pelo estúdio ainda em preparação, tinha como objetivo ativar a monetização da plataforma. Apenas dois dias depois, na terça-feira, 28 de abril, o canal já contava com mais de 38.000 inscritos e o vídeo ultrapassava 120.000 visualizações, com mais de 3.000 comentários. Contudo, na mesma semana, o YouTube removeu o perfil, alegando violações das diretrizes da comunidade. A defesa do influenciador informou que o canal tinha apenas aquele vídeo e que nenhuma entrevista havia sido iniciada.
A defesa contesta ausência de ordem judicial
Em nota, a defesa de Monark declarou que não foi informada sobre qualquer ordem de censura proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o influenciador. Segundo os advogados, as decisões anteriores que bloquearam suas contas foram revogadas em fevereiro de 2025. Eles afirmam que a remoção do canal foi uma decisão unilateral da plataforma, sem respaldo judicial. Monark apresentou um recurso interno contra a exclusão e aguarda a resposta do YouTube para definir as próximas medidas legais. A defesa afirma que buscará “garantir seus direitos e o respeito à legislação aplicável”. O caso ocorre em meio a um inquérito da Polícia Federal que investiga suposta desobediência a decisões judiciais.
Relatório da PF aponta padrão de ataques
Na quarta-feira, 29 de abril de 2026, um relatório da Polícia Federal foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que apura a conduta de Monark. O documento aponta que o influenciador manteve um padrão de declarações com ataques ao sistema eleitoral e a ministros do STF, além de questionar a lisura das urnas eletrônicas. O relatório foi apresentado na tarde do mesmo dia e está agora sob análise do STF. O inquérito investiga se Monark descumpriu decisões judiciais anteriores que o obrigavam a se abster de publicar notícias fraudulentas sobre a atuação do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As determinações haviam sido mantidas pela 1ª Turma do Supremo em setembro de 2024.
O histórico de banimentos e a controvérsia do nazismo
Monark ficou três anos longe das redes sociais após uma declaração polêmica em fevereiro de 2022, durante o Flow Podcast, quando disse que “o nazista tinha que ter o Partido Nazista reconhecido” e que alguém que é contra judeus tem o direito de sê-lo. A fala gerou ampla repercussão negativa, levando a Amazon a romper vínculos com o Flow e Monark a ser demitido do programa que ajudou a criar. Ele alegou estar “muito bêbado” e ter “conhecimento superficial” sobre o tema. Em abril de 2026, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) voltou a pedir a condenação do influenciador pelas falas. O promotor Ricardo Manuel Castro defendeu que Monark pague R$ 4 milhões de indenização. No documento, Castro afirmou que o MPSP estava “retratando a equivocada manifestação anterior” – que havia pedido a improcedência da acusação – e solicitou que o teor anterior fosse “desconsiderado” com base em novas evidências.
Desbloqueio parcial e novas restrições
Em fevereiro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o desbloqueio dos perfis de Monark em redes sociais, sites e plataformas de streaming, que estavam bloqueados desde 2022 e 2023. Contudo, o magistrado impôs a condição de que o influenciador se abstivesse de fazer “publicação, promoção, replicação e compartilhamento de notícias fraudulentas (fake news)” sobre a atuação do STF e do TSE. Apesar do desbloqueio, o MPSP havia desistido de uma ação pública contra Monark em 31 de março de 2026, avaliando que as declarações sobre nazismo “se enquadram na defesa abstrata (embora equivocada) da liberdade de convicção e expressão, e não na defesa do ideário nazista”. Monark, por meio da Free Speech Union Brasil, celebrou a decisão, afirmando que o MP “recobrou a sanidade” e que era “uma vitória da possibilidade de discutir temas delicados e importantes”.
Próximos passos e implicações
O recurso interno de Monark contra a remoção do canal ainda aguarda resposta do YouTube. Caso a plataforma mantenha a decisão, a defesa poderá buscar medidas judiciais. Paralelamente, o relatório da PF segue sob análise do STF, podendo resultar em novas sanções ou no arquivamento do inquérito. O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão em plataformas digitais e o papel das big techs no cumprimento de decisões judiciais. Enquanto apoiadores de Monark veem a remoção como censura, críticos apontam que a plataforma agiu para impedir a propagação de discursos antidemocráticos. A decisão final do STF e a resposta do YouTube definirão o futuro digital do influenciador.
Em resumo
- Monark teve seu novo canal no YouTube removido dois dias após o lançamento, por violação de diretrizes.
- A defesa nega qualquer ordem judicial recente; o STF havia revogado bloqueios anteriores em fevereiro de 2025.
- Um relatório da PF entregue a Alexandre de Moraes aponta ataques de Monark ao sistema eleitoral e ao STF.
- O MPSP pediu condenação de Monark por fala sobre nazismo, com indenização de R$ 4 milhões.
- O influenciador busca se desvincular do apelido 'Monark' e adotar o nome real, Bruno Aiub.
- O caso levanta questões sobre liberdade de expressão e o poder das plataformas de remover conteúdo.






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