Polícia prende dois suspeitos pela morte da GCM Sara Andrade dos Reis na Rodovia dos Imigrantes
Sara, de 34 anos, foi executada a tiros em 19 de abril; secretário de Segurança afirma que crime foi motivado pela condição de policial da vítima.

BRAZIL —
Os factos
- Sara Andrade dos Reis, 34 anos, GCM de 3ª classe, foi morta a tiros em 19 de abril na Rodovia dos Imigrantes, Zona Sul de SP.
- Dois suspeitos foram presos pela Polícia Civil; um deles foi reconhecido por outra vítima de roubo.
- A arma da policial, uma pistola 9 mm, foi recuperada.
- O crime ocorreu na altura do Viaduto Matheus Torloni, bairro da Saúde.
- Sara estava em sua moto Honda Adv 150 a caminho do trabalho quando foi baleada na cabeça e no ombro.
- Os suspeitos fugiram em direção à Favela Alba, no Jabaquara.
- A polícia investiga a participação de outros envolvidos.
Execução na rodovia
A guarda civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, de 34 anos, foi executada a tiros na manhã de 19 de abril, na Rodovia dos Imigrantes, na altura do Viaduto Matheus Torloni, bairro da Saúde, Zona Sul de São Paulo. Ela seguia para o trabalho em sua motocicleta Honda Adv 150 quando foi abordada por dois criminosos em uma Honda Hornet vermelha. Os disparos atingiram a cabeça e o ombro da agente, que morreu no local. A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender o que parecia ser um acidente de trânsito. Ao chegar, os agentes encontraram Sara caída no asfalto, já sem vida, e a motocicleta caída ao lado. A arma da GCM, uma pistola 9 mm, não foi encontrada na cena do crime.
Prisão dos suspeitos e recuperação da arma
Na terça-feira, 5 de abril, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos pelo assassinato. A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) em conjunto com o Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (CERCO), sob coordenação do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves. A arma da policial foi recuperada. O segundo suspeito foi reconhecido por uma mulher que havia sido vítima de roubo cometido por ele pouco antes do homicídio. O homem também voltou à cena do crime no dia seguinte para ameaçar moradores, segundo o secretário. "Ele foi lá para intimidar, disse que é do crime organizado e pediu para o pessoal não divulgar imagens para a polícia", afirmou Nico.
Motivação: crime por ser policial
O secretário Nico Gonçalves afirmou que Sara foi executada simplesmente por ser policial. "É triste quando a gente perde alguém que trabalha para o Estado, como ela, pela prefeitura. Essa morte aconteceu só porque ela era policial. Ele viu que ela estava armada, que podia ser policial, então executou, decretou a sentença de morte dela ali, porque ela trabalhava no combate ao crime", disse. A GCM Sara Andrade dos Reis ingressou na corporação em 3 de fevereiro de 2023 e estava lotada na Inspetoria Regional Jabaquara (IR-JA). Em nota, a Guarda Civil Metropolitana destacou seu "compromisso, responsabilidade e espírito público ao serviço da segurança urbana e à proteção da população paulistana".
Cronologia e investigação
O crime ocorreu por volta das 6h do dia 19 de abril. Imagens de câmeras de segurança, a que a TV Globo teve acesso, mostram os dois suspeitos em uma abordagem suspeita em uma rua a cerca de cinco minutos do local onde Sara foi baleada. Após o assassinato, eles fugiram em direção à Favela Alba, na região do Jabaquara. Inicialmente, o caso foi registrado como latrocínio no 26º Distrito Policial e posteriormente encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia agora investiga a participação de outros envolvidos. "Estamos com duas pessoas presas, e a arma da policial recuperada. Agora vamos identificar se tem mais alguém", afirmou Nico.
Reações oficiais e pesar
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou solidariedade nas redes sociais: "Meus sentimentos aos familiares e amigos. Todo nosso esforço e compromisso para que o autor que tirou a vida da nossa policial seja severamente punido". A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) também lamentou a morte e prestou condolências. A GCM publicou nota de pesar: "A Instituição se solidariza com familiares, amigos e companheiros de trabalho, expressando sinceras condolências e reconhecimento pela relevante contribuição prestada à Guarda Civil Metropolitana".
Contexto e próximos passos
Sara Andrade dos Reis nasceu em 20 de dezembro de 1991 e morava em Diadema, no ABC Paulista. Ela estava na corporação há três anos. Sua morte reacende o debate sobre a segurança dos agentes de segurança pública no estado de São Paulo. A polícia não divulgou os nomes dos presos. As investigações continuam para identificar se há mais envolvidos no crime. O secretário Nico Gonçalves afirmou que a força-tarefa segue atuante na região.
Em resumo
- Sara Andrade dos Reis foi executada a tiros na Rodovia dos Imigrantes em 19 de abril, por ser policial.
- Dois suspeitos foram presos; a arma da vítima foi recuperada.
- Um dos suspeitos foi reconhecido por outra vítima de roubo e voltou ao local para intimidar testemunhas.
- A polícia investiga a participação de outros criminosos no homicídio.
- O crime foi registrado inicialmente como latrocínio e depois transferido ao DHPP.
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