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USS Higgins perde propulsão no Indo-Pacífico e fica 'indefeso' por horas; incêndio é investigado

O destróier de mísseis guiados sofreu uma falha elétrica que deixou 300 tripulantes à deriva, sem radar ou defesas, enquanto a Marinha apura as causas.

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USS Higgins perde propulsão no Indo-Pacífico e fica 'indefeso' por horas; incêndio é investigado
O destróier de mísseis guiados sofreu uma falha elétrica que deixou 300 tripulantes à deriva, sem radar ou defesas, enquCrédito · CNN Brasil

Os factos

  • O USS Higgins (DDG-76) perdeu potência e propulsão por várias horas em 28 de maio.
  • A tripulação de cerca de 300 pessoas ficou 'indefesa, cega eletronicamente e imóvel', segundo ex-capitão da Marinha.
  • Um incêndio significativo ocorreu nos compartimentos de máquinas, mas foi controlado sem feridos.
  • O navio é um destróier classe Arleigh Burke baseado em Yokosuka, Japão, integrante da 7ª Frota.
  • A causa está sob investigação; relatórios iniciais apontam mau funcionamento elétrico com possível faísca ou fumaça.
  • O incidente ocorreu na área do Comando Indo-Pacífico, que vai da costa oeste dos EUA à fronteira ocidental da Índia.
  • A energia e propulsão foram restauradas, mas a localização exata do navio não foi divulgada.

Uma falha de engenharia deixa o USS Higgins à deriva

Na terça-feira, 28 de maio, o destróier de mísseis guiados USS Higgins (DDG-76) sofreu uma perda total de potência e propulsão enquanto operava na vasta área de responsabilidade do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos. O incidente, classificado pela Marinha como uma 'falha de engenharia' em seu sistema elétrico, deixou a embarcação e sua tripulação de aproximadamente 300 pessoas completamente vulneráveis por várias horas. De acordo com o comandante Matthew Comer, porta-voz da 7ª Frota, o navio 'experimentou uma perda de potência em todo o navio'. Relatórios iniciais indicam um mau funcionamento elétrico que pode ter produzido faíscas ou fumaça, cessando quando a energia foi desligada. A Marinha confirmou que não houve feridos entre os tripulantes.

Incêndio em compartimento de máquinas é controlado pela tripulação

Além da falha elétrica, o USS Higgins enfrentou um incêndio significativo em seus compartimentos de máquinas no início da mesma semana, segundo informações de autoridades americanas. O fogo ficou restrito a um único equipamento e foi rapidamente controlado pela tripulação, sem se alastrar para outras áreas do navio. A Marinha classificou o problema como uma 'avaria de máquinas', ainda sob investigação. Apesar da gravidade, a pronta resposta da tripulação evitou danos maiores e garantiu que não houvesse vítimas. A energia e a propulsão foram restauradas posteriormente, mas o período de inoperância durou 'várias horas', conforme um oficial de defesa.

Navio 'indefeso, cego e imóvel' no mar

Especialistas navais destacam a gravidade da situação. Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos EUA, afirmou que, sem energia, o navio fica 'indefeso, cego eletronicamente e imóvel'. Os radares operados eletricamente e os sistemas de defesa de combate tornam-se inoperantes, deixando a embarcação incapaz de controlar seus movimentos ou detectar ameaças. Geradores a diesel de emergência só alimentariam comunicações e ar condicionado, insuficientes para restaurar capacidades defensivas. Um analista naval ouvido pela CNN corroborou que a tripulação fica 'indefesa' na água. O tempo de inatividade, de várias horas, é considerado significativo para um navio de guerra em operação.

Um pilar da presença americana no Indo-Pacífico

O USS Higgins é um destróier da classe Arleigh Burke, considerado um dos pilares da presença naval avançada dos Estados Unidos na Ásia. Baseado em Yokosuka, Japão, integra a 7ª Frota, responsável por operações em uma das regiões mais estratégicas do mundo, incluindo áreas de tensão como o Mar do Sul da China e o estreito de Taiwan. Esses navios desempenham funções essenciais de defesa aérea, guerra antissubmarino e projeção de poder. O incidente ocorreu na vasta área do Comando Indo-Pacífico, que se estende da costa oeste dos EUA até a fronteira ocidental da Índia, e do Polo Norte à Antártica. A localização exata do navio no momento da falha não foi oficialmente confirmada.

Investigações em curso e danos ainda não divulgados

A Marinha dos EUA não divulgou detalhes sobre a extensão dos danos nem o tempo necessário para reparos. A causa do problema elétrico e do incêndio está sob investigação. O Pentágono também não informou se o navio precisará retornar à base para reparos mais profundos ou se poderá continuar suas operações após a restauração da energia. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a possibilidade de sabotagem ou ataque externo, embora especulações surjam em meios não oficiais. A Marinha mantém-se focada na investigação técnica para determinar as causas exatas da falha múltipla.

Contexto geopolítico: exercícios conjuntos no Atlântico Sul

Enquanto o USS Higgins enfrentava problemas no Indo-Pacífico, outro navio americano, o porta-aviões USS Nimitz, realizava exercícios conjuntos com a Argentina no Atlântico Sul. O presidente argentino Javier Milei visitou o Nimitz ao lado do ministro da Defesa, Carlos Presti, e do embaixador dos EUA, Peter Lamelas, em um sinal de aproximação com Washington. Os exercícios, parte do Passing Exercise (Passex) 2026 e da operação 'Daga Atlântica', ocorrem na zona econômica exclusiva argentina desde 21 de abril até 12 de junho. O embaixador Lamelas declarou que a presença de Milei marca 'uma nova era de relação bilateral, rumo a um alinhamento estratégico profundo'. O contratorpedeiro USS Gridley também participa das manobras.

Vulnerabilidades expostas em meio a tensões globais

O incidente com o USS Higgins expõe a vulnerabilidade de sistemas críticos mesmo em navios de guerra modernos. A perda simultânea de energia e propulsão representa uma das situações mais graves para uma embarcação militar em operação, especialmente em uma região de alta tensão geopolítica. A falha ocorre em um momento em que os EUA reforçam sua presença naval em múltiplos teatros, do Indo-Pacífico ao Atlântico Sul. A capacidade de manter a prontidão operacional de sua frota é crucial para a projeção de poder americana. Enquanto a investigação prossegue, o episódio serve como lembrete dos desafios técnicos e logísticos enfrentados pela Marinha dos EUA em suas operações globais.

Em resumo

  • O USS Higgins sofreu falha elétrica e incêndio, perdendo propulsão por horas no Indo-Pacífico.
  • Tripulação de 300 pessoas ficou sem radar, defesas e mobilidade, classificada como 'indefesa'.
  • Incêndio foi controlado sem feridos; causa está sob investigação (falha elétrica ou avaria de máquinas).
  • Navio é um destróier classe Arleigh Burke, baseado no Japão, peça-chave da 7ª Frota.
  • Localização exata do incidente não foi divulgada; danos e prazo de reparos são desconhecidos.
  • Paralelamente, EUA realizam exercícios com Argentina no Atlântico Sul, mostrando presença global.
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