Padrasto absolvido por unanimidade pela morte de bebê em Goiás; mãe confessou o crime antes de morrer na prisão
Gabriel Álvaro Felizardo Silva foi inocentado após três anos preso, enquanto a mãe da criança, Jaqueline Garcia Vieira, assumiu a autoria das agressões que levaram à morte de Emanuelly.
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BRAZIL —
Os factos
- Gabriel Álvaro Felizardo Silva foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal do Júri em Mineiros, Goiás.
- A bebê Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano, morreu após ser agredida em Santa Rita do Araguaia, em 2019.
- Gabriel ficou preso por cerca de três anos antes de responder ao processo em liberdade.
- A mãe da criança, Jaqueline Garcia Vieira, confessou o crime antes de morrer na prisão.
- O relatório final da Polícia Civil não indiciou Gabriel pelo homicídio.
- O Ministério Público inicialmente denunciou Gabriel por omissão, mas depois passou a defender a absolvição.
- A defesa, liderada pelo advogado Django Luz, sempre sustentou a inocência de Gabriel.
- A sentença foi publicada em 29 de novembro de 2023 e já transitou em julgado.
Júri absolve padrasto após três anos de prisão
Gabriel Álvaro Felizardo Silva foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal do Júri de Mineiros, no sudoeste de Goiás, pela morte da bebê Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano. A decisão, publicada na quarta-feira (29), considerou improcedente a denúncia contra o acusado, que ficou preso por cerca de três anos antes de conseguir responder ao processo em liberdade. A absolvição transitou em julgado, uma vez que tanto a defesa quanto o Ministério Público abriram mão de recorrer. O caso, que chocou a cidade de Santa Rita do Araguaia, teve como desfecho a confirmação da inocência de Gabriel, enquanto a mãe da criança, Jaqueline Garcia Vieira, confessou o crime antes de morrer na prisão.
Confissão da mãe e investigação policial
Jaqueline Garcia Vieira, mãe de Emanuelly, confessou ter agredido a filha, resultando na morte da bebê. Ela veio a falecer enquanto cumpria pena, mas os detalhes de sua morte não foram divulgados. A confissão ocorreu durante as investigações, que apontaram que Gabriel tentou encobrir a mãe da criança. O relatório final da Polícia Civil não indiciou Gabriel pelo homicídio, contrariando a acusação inicial do Ministério Público. A defesa de Gabriel, liderada pelo advogado Django Luz, sempre sustentou a inocência do cliente, afirmando que a acusação era infundada.
Defesa aponta injustiça e ausência de provas
O advogado Django Luz declarou que a inocência de Gabriel era evidente desde o início da investigação. “Nós tínhamos convicção desde o início da inocência do Gabriel e da injustiça que estava sendo cometida”, afirmou. Segundo ele, a acusação do Ministério Público não se baseava em provas concretas, mas sim em uma “linha bem punitivista”. “Resolveram colocar o Gabriel como participante sem prova nenhuma”, disse Luz, destacando que os impactos do processo foram profundos para a vida de Gabriel. A defesa sempre questionou a denúncia, que sustentava que Gabriel teria sido omisso, mesmo sem evidências de sua participação.
Mudança de posição do Ministério Público no julgamento
Durante o julgamento, o Ministério Público alterou seu entendimento e passou a defender a absolvição de Gabriel, após analisar as provas apresentadas em plenário. A decisão dos jurados foi unânime, reconhecendo que não havia autoria atribuível a Gabriel. Na sentença, consta que os jurados não reconheceram a autoria do crime, levando à absolvição. A defesa afirmou que, mesmo se o Ministério Público insistisse na condenação, a absolvição seria obtida, pois “não existia prova nenhuma” contra Gabriel.
Repercussão e lições do caso
O caso levanta questões sobre a atuação do sistema de justiça criminal, especialmente em casos de grande comoção pública. A prisão preventiva de Gabriel por três anos, antes da absolvição, evidencia os custos pessoais de acusações sem provas robustas. A defesa destacou que a acusação inicial foi baseada em uma abordagem punitivista, sem lastro probatório. O desfecho, com a absolvição unânime e a confissão da mãe, reforça a importância de investigações completas e imparciais para evitar injustiças.
O que vem a seguir para Gabriel Felizardo
Com a absolvição transitada em julgado, Gabriel Álvaro Felizardo Silva está livre de qualquer acusação formal. No entanto, os impactos psicológicos e sociais dos três anos de prisão e do processo judicial podem perdurar. A defesa não informou se Gabriel pretende buscar reparação pelo tempo que passou encarcerado injustamente. O caso serve como alerta para a necessidade de cautela em acusações sem provas, especialmente quando envolvem crimes graves e midiáticos.
Em resumo
- Gabriel Álvaro Felizardo Silva foi absolvido por unanimidade pela morte da bebê Emanuelly, após três anos preso.
- A mãe da criança, Jaqueline Garcia Vieira, confessou o crime antes de morrer na prisão.
- O Ministério Público inicialmente denunciou Gabriel por omissão, mas depois passou a defender a absolvição.
- A defesa sempre sustentou a inocência de Gabriel, apontando falta de provas.
- O caso destaca os riscos de acusações sem evidências sólidas e o impacto de prisões preventivas prolongadas.


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