Coronel da PM é acusado de assédio por colega de farda
Nova denúncia contra Geraldo Neto aponta insistência em relacionamento amoroso e comportamento persecutório contra soldado.
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BRAZIL —
Os factos
- Coronel Geraldo Neto é alvo de nova denúncia de assédio.
- A acusação parte de uma soldado da Polícia Militar de São Paulo.
- As investidas teriam ocorrido enquanto Neto era casado com a também soldado Gisele Alves.
- A vítima relata insistência em relacionamento amoroso e comportamento persecutório.
- Neto teria oferecido cargo de secretária particular e feito abordagens pessoais.
- A soldado formalizou a denúncia após a prisão preventiva de Neto.
- A defesa de Neto alega desconhecimento da nova acusação.
Nova Acusação Contra Coronel da PM
Uma nova denúncia de assédio sexual e perseguição contra o coronel Geraldo Leite Rosa Neto, atualmente detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, veio à tona. A acusação, formalizada pela defesa de uma soldado da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), detalha uma série de investidas e um comportamento persecutório que teriam ocorrido enquanto o oficial ainda era casado com a também policial militar Gisele Alves, encontrada morta em seu apartamento em fevereiro. A soldado, cuja identidade é preservada, relata que o coronel insistiu diversas vezes em um relacionamento amoroso, mesmo após ela ter deixado claro seu desinteresse. As alegações descrevem um padrão de comportamento que incluía elogios frequentes, convites para sua sala, abordagens presenciais dentro e fora do batalhão, além de mensagens e ligações insistentes. O caso, que está sendo apurado pela Corregedoria da PM, adiciona uma nova camada de complexidade à situação do coronel, que já se encontra sob custódia por outros motivos. A denúncia aponta que as supostas investidas tiveram início logo após a chegada de Neto ao 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, em Pirituba, onde a soldado já atuava.
Investidas e Comportamento Persecutório
Segundo a denúncia, o coronel Geraldo Neto teria utilizado sua posição para pressionar a soldado. Em uma ocasião, ele solicitou uma reunião particular com ela na cozinha do batalhão, oferecendo-lhe o cargo de secretária particular. Antes mesmo de receber uma resposta, Neto teria comunicado a mudança de cargo aos colegas, configurando uma forma de pressão. A soldado, no entanto, recusou o convite. A insistência do oficial levou a soldado a solicitar transferência da administração para o patrulhamento na rua, buscando se afastar da situação. Contudo, mesmo após a mudança, Neto teria continuado a tentar se aproximar, demonstrando interesse em sua vida pessoal. As abordagens incluíam ligações e mensagens recorrentes, além de procurá-la em outros setores e até em sua residência. Em uma das situações descritas, o coronel teria ido ao prédio da soldado sem uniforme, com boné e óculos escuros, levando flores. Ao reconhecê-lo, ela retornou ao apartamento sem atendê-lo. Neto, então, teria passado a gritar em seu portão e enviado mensagens informando sobre o buquê deixado na portaria. Em outra ocasião, ele retornou ao local fardado e em viatura oficial.
Contexto da Relação e o Casamento de Neto
As investidas do coronel teriam ocorrido enquanto ele ainda era casado com a soldado Gisele Alves, que foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. A denúncia aponta que Gisele Alves chegou a procurar a denunciante após descobrir o comportamento do marido, indicando que a esposa já estaria ciente das intenções dele. Em setembro, antes da morte de Gisele, a esposa de Neto enviou uma solicitação de amizade para a soldado denunciante no Instagram, o que reforça a alegação de que Neto ainda era casado na época das investidas. A soldado relatou ao coronel que não queria problemas, mas as tentativas de contato continuaram, inclusive após a morte de Gisele. Devido às atitudes de Neto, o nome da soldado denunciante passou a ser associado a um suposto relacionamento extraconjugal, o que aumentou seu constrangimento dentro da corporação. A denúncia afirma que ela sempre deixou claro ao superior que não desejava se envolver com ele, mas era alvo de comentários nos corredores devido à insistência do oficial.
Medo e Formalização da Denúncia
A soldado relatou que sempre teve medo do coronel Geraldo Neto e só reuniu coragem para formalizar a denúncia após a sua prisão preventiva. A alegação é que as queixas anteriores encaminhadas ao Comando de Policiamento ao qual ele estava subordinado não teriam sido apuradas com o rigor devido, o que a teria levado a temer represálias. Segundo a denúncia, Neto voltou a procurar a soldado após a morte da esposa, tentando se explicar. No entanto, as investidas não cessaram, e a soldado passou a evitar ficar sozinha e a recusar escalas voluntárias em que ele estivesse presente. O coronel, por sua vez, tentava manter contato com policiais próximas à soldado, buscando convencê-las de seu interesse e de que estaria separado de Gisele. A defesa do coronel, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, informou que não tem ciência da nova denúncia. A CNN Brasil também procurou a Corregedoria da Polícia Militar, mas não obteve resposta até o momento da publicação.
O Caso Gisele Alves
A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Segundo a versão apresentada pelo tenente-coronel Neto, ele teria ouvido o tiro poucos instantes após sair do quarto da esposa. No entanto, o exame necroscópico confirmou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em uma trajetória incompatível com um tiro autoinfligido. Este trágico evento adiciona um contexto sombrio às acusações de assédio contra o coronel. A denúncia de assédio, que alega ter sido formalizada no fim de abril deste ano, sugere que o comportamento de Neto persistiu mesmo após a morte de sua esposa, com ele tentando se explicar à soldado denunciante. As investigações sobre a morte de Gisele Alves e as novas denúncias contra Geraldo Neto levantam sérias questões sobre a conduta e a integridade dentro da Polícia Militar de São Paulo, exigindo uma apuração rigorosa e transparente por parte das autoridades competentes.
Em resumo
- Coronel da PMESP, Geraldo Neto, enfrenta nova acusação de assédio por colega de farda.
- A soldado alega insistência em relacionamento amoroso e comportamento persecutório, mesmo após recusar as investidas.
- As supostas investidas ocorreram enquanto Neto era casado com a soldado Gisele Alves, falecida em fevereiro.
- A denunciante formalizou a queixa após a prisão preventiva de Neto, citando medo de represálias.
- A defesa do coronel alega desconhecimento da nova denúncia.
- O caso adiciona complexidade à investigação sobre a morte da esposa de Neto, Gisele Alves.







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