Tornozeleira de Débora do Batom falha e STF cobra explicações em 48 horas
Ministro Alexandre de Moraes notifica defesa após monitoramento registrar desligamentos entre 20 e 26 de abril; irmã nega descumprimento.

BRAZIL —
Os factos
- Débora Rodrigues, conhecida como Débora do Batom, cumpre prisão domiciliar após condenação a 14 anos por atos de 8 de Janeiro de 2023.
- A tornozeleira eletrônica registrou períodos de desligamento entre 20 e 26 de abril de 2026.
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu 48 horas para a defesa justificar as falhas de monitoramento.
- A irmã Cláudia Rodrigues negou irregularidades em entrevista ao programa Pleno Time, do portal Pleno.News.
- Débora escreveu a frase 'Perdeu, mané' com batom na estátua 'A Justiça' em frente ao STF.
- A violação comprovada das medidas cautelares pode levar à regressão imediata para o regime fechado.
Alerta no monitoramento eletrônico
O Supremo Tribunal Federal acionou o mecanismo de fiscalização após o sistema de tornozeleira eletrônica de Débora Rodrigues registrar falhas de sinal contínuo. Entre os dias 20 e 26 de abril, o equipamento apresentou períodos de desligamento que acenderam o alerta no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A notificação oficial, expedida na quarta-feira (29 de abril de 2026), estabelece um prazo de 48 horas para que a defesa apresente esclarecimentos. O magistrado quer justificativas documentais para cada interrupção no monitoramento. A cabeleireira, condenada a 14 anos de reclusão por envolvimento nos atos extremistas de 8 de Janeiro de 2023, cumpre atualmente prisão domiciliar. Ela tornou-se nacionalmente conhecida por ter escrito a frase 'Perdeu, mané' com batom na estátua 'A Justiça', localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Família nega irregularidades
Na quinta-feira (30 de abril), a irmã da condenada, Cláudia Rodrigues, concedeu entrevista ao programa Pleno Time, do portal Pleno.News, para rebater qualquer suspeita de descumprimento das medidas cautelares. Ela afirmou que a defesa técnica conseguirá comprovar documentalmente a regularidade da situação. 'Quero deixar bem claro que não houve descumprimento dessas medidas cautelares. Nós estamos muito tranquilos, porque a Débora tem seguido à risca todas as medidas impostas', declarou Cláudia. A irmã relatou que Débora vive com receio constante de cometer qualquer erro involuntário que possa ser interpretado como violação das regras. Para ilustrar o nível de cautela, Cláudia citou um episódio recente em que Débora precisou de atendimento médico emergencial devido a uma infecção urinária grave. Todos os passos da ida ao hospital foram previamente informados e documentados junto ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes e à Polícia Penal.
Rotina sob vigilância
A família destacou as dificuldades psicológicas e práticas enfrentadas por Débora no regime domiciliar. Embora reconheça que a conversão da pena seja significativamente menos severa que o regime fechado, Cláudia ressaltou o peso da privação contínua de liberdade. 'Ela traz um conforto, mas em momento algum deixa você esquecer que é uma prisão', disse a irmã. A condenada precisa seguir à risca todas as restrições impostas pela Justiça, sob pena de regressão imediata ao regime fechado. As medidas cautelares aplicadas nesses casos incluem, além do uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de uso de redes sociais, o cancelamento de passaportes e a restrição de comunicação com outros investigados. Qualquer violação comprovada pode resultar na perda do benefício da prisão domiciliar.
Contexto dos atos de 8 de Janeiro
A condenação de Débora do Batom faz parte das centenas de processos julgados pelo Supremo Tribunal Federal em resposta à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, ocorrida em 8 de Janeiro de 2023. O STF tem atuado de forma rigorosa na aplicação de penas e medidas cautelares contra os envolvidos. O caso de Débora ganhou notoriedade nacional pelo gesto simbólico de escrever a frase com batom na estátua 'A Justiça', em frente ao STF. A ação foi interpretada como um ataque direto ao Poder Judiciário. Desde então, a cabeleireira tornou-se um símbolo dos extremistas que participaram dos atos, e seu processo tem sido acompanhado de perto pela opinião pública e por veículos de comunicação.
Próximos passos e riscos
A defesa de Débora Rodrigues tem até o final do prazo estipulado para apresentar as justificativas técnicas para as falhas de sinal da tornozeleira. Se o STF considerar as explicações insuficientes ou se for comprovado descumprimento, a consequência pode ser a regressão imediata para o regime fechado. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, tem adotado postura firme em relação ao cumprimento das medidas cautelares impostas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A notificação desta semana é mais um capítulo na longa batalha judicial envolvendo os participantes dos ataques. Enquanto aguarda a decisão, Débora permanece em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico, vivendo com o medo de que um erro técnico possa custar sua liberdade já restrita.
Em resumo
- A tornozeleira eletrônica de Débora Rodrigues falhou entre 20 e 26 de abril, gerando notificação do STF.
- O ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para a defesa justificar as falhas.
- A irmã Cláudia Rodrigues nega descumprimento e afirma que a defesa tem provas documentais.
- Débora cumpre prisão domiciliar após condenação a 14 anos por atos de 8 de Janeiro de 2023.
- A violação das medidas cautelares pode levar à regressão ao regime fechado.
- O caso ilustra o rigor do STF no monitoramento dos condenados pelos atos extremistas.
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