Alex Zanardi, ex-piloto de F1 e campeão paralímpico, morre aos 59 anos
O italiano, que perdeu as pernas num acidente em 2001 e conquistou quatro ouros paralímpicos, faleceu pacificamente em casa, rodeado pela família.

PORTUGAL —
Os factos
- Alex Zanardi morreu em 1 de maio de 2025, aos 59 anos.
- Foi piloto de F1 entre 1991 e 1999, correndo por Jordan, Minardi, Lotus e Williams.
- Venceu dois campeonatos CART/IndyCar, em 1997 e 1998.
- Em setembro de 2001, perdeu as pernas num acidente em EuroSpeedway Lausitz.
- Conquistou quatro medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos de 2012 e 2016.
- Em 2020, foi atropelado por um camião durante uma prova de paraciclismo na Toscana.
- Saiu do coma em 2021 e passou os últimos anos em casa, com a família.
Uma vida de superação e tragédia
Alex Zanardi, o italiano que desafiou a fatalidade duas vezes, morreu na noite de 1 de maio de 2025, aos 59 anos. A família anunciou a morte num comunicado, descrevendo-a como pacífica, rodeado pelo amor dos seus entes queridos. O antigo piloto de Fórmula 1 e campeão paralímpico deixa um legado de resiliência e conquistas desportivas que transcenderam as pistas. Nascido em Bolonha e criado em Castel Maggiore, Zanardi começou a correr nos karts ainda criança. A sua carreira profissional arrancou em 1991, quando entrou na Fórmula 1 ao volante de um Jordan. Passou ainda pela Minardi, Lotus e Williams, mas foi na IndyCar que atingiu o auge, vencendo dois campeonatos consecutivos em 1997 e 1998.
O acidente que mudou tudo
Em setembro de 2001, durante uma corrida no circuito EuroSpeedway Lausitz, na Alemanha, Zanardi perdeu o controlo do carro, ficou atravessado na pista e foi violentamente atingido por Alex Tagliani. O impacto foi devastador: Zanardi foi submetido a múltiplas cirurgias de emergência e os médicos tiveram de amputar-lhe ambas as pernas acima do joelho. A sua vida esteve em risco, mas ele sobreviveu. Dois anos depois, contra todas as expectativas, voltou a competir. Adaptou carros com comandos manuais e participou no Campeonato Europeu de Turismo, no WTCC, no Mundial de Gran Turismo e nas 24 Horas de Le Mans. A sua determinação tornou-o um símbolo de superação no desporto motorizado.
Ouro no paraciclismo
A partir de 2007, Zanardi descobriu uma nova paixão: o paraciclismo. Treinou intensamente e, nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, conquistou duas medalhas de ouro. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, repetiu o feito, somando mais dois ouros e uma prata. No total, acumulou quatro medalhas de ouro e uma de prata, tornando-se um dos atletas paralímpicos mais condecorados da Itália. A sua transição do automobilismo para o ciclismo adaptado foi notável. Zanardi competiu ao mais alto nível, provando que a perda das pernas não o impediu de alcançar a excelência desportiva. As suas vitórias inspiraram milhões de pessoas em todo o mundo.
O segundo acidente e o fim da carreira
Em 2020, quando participava numa prova de paraciclismo na região da Toscana, em Itália, Zanardi foi atropelado por um camião. O acidente foi gravíssimo: entrou em coma e só acordou em 2021. A sua vida desportiva terminou ali. Passou os últimos anos em casa, junto da família, rodeado de cuidados. A família agradeceu publicamente a todos os que demonstraram apoio durante este período difícil e pediu que o luto e a privacidade fossem respeitados. Zanardi morreu pacificamente, mas a sua história de coragem e superação permanecerá viva.
Um legado que transcende o desporto
Alex Zanardi não foi apenas um atleta de elite; foi um exemplo de como a vontade humana pode superar as adversidades mais extremas. A sua vida foi marcada por dois acidentes que teriam destruído a maioria das pessoas, mas ele transformou cada revés numa nova oportunidade. O seu nome ficará gravado na história do automobilismo e do desporto paralímpico. As suas medalhas, os seus títulos e, acima de tudo, a sua atitude perante a vida continuarão a inspirar gerações futuras. O mundo do desporto perdeu um gigante, mas o seu espírito permanece.
Em resumo
- Alex Zanardi morreu aos 59 anos, em casa, rodeado pela família.
- Foi piloto de F1 e bicampeão da IndyCar antes de perder as pernas num acidente em 2001.
- Tornou-se campeão paralímpico de ciclismo, com quatro ouros e uma prata.
- Em 2020, sofreu um segundo acidente grave ao ser atropelado por um camião, que o deixou em coma e pôs fim à sua carreira desportiva.
- A sua história é um testemunho de resiliência e superação, inspirando milhões.






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