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Rui Costa acusa árbitro de prejudicar Benfica em empate com Famalicão

Presidente encarnado aponta penálti não marcado, canto inexistente e 15 minutos de compensação como provas de intenção deliberada.

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Rui Costa acusa árbitro de prejudicar Benfica em empate com Famalicão
Presidente encarnado aponta penálti não marcado, canto inexistente e 15 minutos de compensação como provas de intenção dCrédito · A Bola

Os factos

  • Benfica empatou 2-2 com Famalicão após liderar por 2-0 ao intervalo.
  • Rui Costa, presidente do Benfica, acusou o árbitro de prejudicar a equipa deliberadamente.
  • Alegado penálti não assinalado aos 32 minutos que poderia fazer 3-0.
  • Segundo golo do Famalicão originado de um canto que Rui Costa considera inexistente.
  • Segunda parte teve 15 minutos de compensação, considerados excessivos pelo presidente.
  • Cartão amarelo a jogador do Benfica impede-o de jogar contra o Braga.
  • Rui Costa afirmou que ninguém tem o direito de decidir quem ganha campeonatos.
  • Benfica continua a depender de si para garantir presença na Liga dos Campeões.

Indignação após empate que custa liderança

O presidente do Benfica, Rui Costa, desabafou em tom de revolta após o empate 2-2 em casa do Famalicão, num jogo em que as águias desperdiçaram uma vantagem de dois golos ao intervalo. O dirigente encarnado não poupou críticas à arbitragem, classificando as decisões como “inaceitáveis” e afirmando que o árbitro teve a intenção clara de prejudicar a sua equipa. “Há uma indignação enorme de todos os benfiquistas por aquilo que se passou aqui hoje. Acho que não são precisas muitas palavras para perceber que os lances capitais deste jogo são claramente inaceitáveis”, declarou Rui Costa aos jornalistas no final da partida. O presidente foi mais longe, deixando uma mensagem forte sobre o impacto dessas decisões no campeonato: “Acredito, até porque fui jogador, que ninguém tem direito para decidir quem ganha campeonatos ou quem vai à Liga dos Campeões sem ser os jogadores e os treinadores dentro do campo. O que aconteceu aqui hoje não foi isso.”

Lances contestados: penálti, canto e tempo de compensação

Rui Costa apontou vários momentos específicos que, na sua opinião, decidiram o resultado. O primeiro foi um alegado penálti não assinalado aos 32 minutos, que poderia ter dado o 3-0 ao Benfica. “Há um penálti claríssimo aos 32 minutos que podia dar o 3-0. Não foi marcado e acho que poucas palavras bastam. Toda a gente reconhece isso”, afirmou. O presidente também criticou a origem do segundo golo do Famalicão, que surgiu na sequência de um canto. “Vem de um canto que não existe. Não há canto nenhum”, disse, visivelmente irritado. Outro ponto de discórdia foi o tempo de compensação na segunda parte, que totalizou 15 minutos. “Depois temos 15 minutos finais que não têm a menor explicação. Mesmo com a substituição do fiscal de linha, não há justificação nenhuma. Isto explica inequivocamente o que é que este árbitro veio aqui fazer hoje”, acrescentou.

Acusação de intenção deliberada e cartão amarelo polémico

Rui Costa não hesitou em acusar o árbitro de ter agido com má-fé. “Este senhor veio aqui prejudicar o Benfica. Tentou que saíssemos daqui derrotados. Não há outra forma de dizer isto”, afirmou, subindo o tom das críticas. O presidente também mencionou um cartão amarelo mostrado a um jogador encarnado, que o impede de jogar o próximo jogo contra o Braga. “Há um amarelo que o tira do jogo com o Braga que ninguém consegue explicar, nem o próprio árbitro”, disse. Apesar da indignação, Rui Costa deixou uma mensagem de união e foco no futuro. “Continuamos a depender de nós. Chegámos a este lugar com mérito e vamos fazer tudo para garantir a presença na Liga dos Campeões. Estou convencido de que estes jogadores vão dar tudo para lá chegar”, afirmou, tentando canalizar a frustração para a reta final da temporada.

Reações e contexto do campeonato

O empate em Famalicão ocorre numa altura crucial da temporada, com o Benfica a lutar por um lugar na Liga dos Campeões. A equipa de Lisboa chegou ao intervalo a vencer por 2-0, mas permitiu a recuperação do Famalicão na segunda parte, num jogo marcado por decisões polémicas da arbitragem. Rui Costa reforçou o sentimento de injustiça vivido pela equipa e pelos adeptos: “A equipa sente-se injustiçada, como qualquer benfiquista. Quando venho falar, é porque há lances claros e inequívocos. E foi isso que aconteceu hoje. Não há ninguém que me diga que não é penálti, que o canto existe ou que os 15 minutos têm explicação”, rematou. O presidente do Benfica não é conhecido por fazer declarações tão veementes, o que sublinha a gravidade com que encara o sucedido. As suas palavras ecoam entre os adeptos e aumentam a pressão sobre a arbitragem portuguesa, num campeonato onde cada ponto é decisivo para a qualificação europeia.

O que esperar do desfecho

Rui Costa deixou claro que a equipa se sente prejudicada, mas também que o Benfica continua a depender apenas de si para alcançar os seus objetivos. As críticas à arbitragem, no entanto, podem ter consequências disciplinares para o presidente, que poderá ser alvo de processos por parte das entidades reguladoras. O foco imediato está no próximo jogo contra o Braga, onde o Benfica terá de superar a ausência do jogador amarelado e a pressão de um resultado que pode ser crucial para a classificação final. O episódio em Famalicão junta-se a uma série de polémicas recentes no futebol português, alimentando o debate sobre a qualidade e a imparcialidade da arbitragem. Enquanto isso, o Benfica segue na luta pela Champions, com a esperança de que o mérito desportivo prevaleça sobre decisões extra-campo.

Em resumo

  • Rui Costa acusou o árbitro de prejudicar deliberadamente o Benfica no empate 2-2 com o Famalicão.
  • Os lances contestados incluem um penálti não marcado, um canto inexistente e 15 minutos de compensação.
  • Um cartão amarelo polémico tira um jogador do Benfica do próximo jogo contra o Braga.
  • O Benfica continua a depender de si para garantir a presença na Liga dos Campeões.
  • As declarações de Rui Costa aumentam a pressão sobre a arbitragem portuguesa.
  • O episódio insere-se num contexto de polémicas recorrentes no futebol português.
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