Incêndio na Amadora: 11 feridos, quatro agentes da PSP, e um prédio de 16 andares evacuado
Fogo com origem no 13.º piso mobilizou 46 operacionais; moradores do andar afetado terão de ser realojados, segundo o comandante dos bombeiros.
PORTUGAL —
Os factos
- Alerta às 12h16 de quinta-feira.
- Origem no 13.º andar de um edifício de 16 pisos.
- 11 feridos ligeiros por inalação de fumo, incluindo duas crianças e quatro agentes da PSP.
- 46 operacionais e 18 veículos mobilizados.
- Fogo dominado cerca das 13h10, em rescaldo.
- Prédio totalmente evacuado; 11 inquilinos por piso.
- Piso afetado sem condições de habitabilidade; realojamento necessário.
Fogo deflagra ao meio-dia e obriga a evacuação total
Um incêndio violento deflagrou esta quinta-feira num prédio residencial na freguesia da Venteira, Amadora, junto ao estádio do Estrela da Amadora. O alerta foi dado às 12h16 e as chamas tiveram origem no 13.º andar de um edifício de 16 pisos, que alberga também uma repartição de Finanças. A estrutura, descrita pelo comandante dos Bombeiros da Amadora, Mário Conde, como um "edifício complexo" devido aos seus 16 andares e 11 inquilinos por piso, foi totalmente evacuada. A operação envolveu a retirada de pessoas acamadas e de pelo menos uma grávida, num processo faseado para não comprometer o combate ao fogo. Cerca das 13h10, o incêndio foi dado como dominado, entrando em fase de rescaldo. Várias ruas na zona foram cortadas pela PSP e o acesso ao edifício permanece condicionado.
Onze feridos ligeiros, incluindo agentes da PSP e crianças
O balanço provisório aponta para 11 feridos, todos considerados ligeiros e por inalação de fumo. Entre as vítimas contam-se nove adultos, quatro dos quais agentes da PSP que ficaram feridos enquanto auxiliavam na evacuação de moradores, e duas crianças. Duas crianças e dois adultos foram transportados para o Hospital Amadora-Sintra, enquanto um adulto foi levado para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Os restantes feridos receberam assistência no local. Uma fonte dos bombeiros adiantou que o número de feridos poderá ser revisto, embora todos os casos sejam ligeiros.
Mobilização de meios e operação de resgate
No terreno estiveram mobilizados 46 operacionais, apoiados por 18 veículos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O dispositivo incluiu bombeiros, agentes da PSP e meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A evacuação foi realizada de forma faseada, priorizando as zonas mais expostas ao fumo e ao fogo. O comandante Mário Conde sublinhou a complexidade da operação devido à altura do edifício e ao elevado número de ocupantes. A PSP assegurou o perímetro de segurança e o corte de ruas na zona envolvente.
Causas ainda por determinar; possível origem em trotinete elétrica
As autoridades não confirmaram ainda a origem do incêndio. No entanto, de acordo com informações apuradas pela CNN Portugal, uma trotinete elétrica que estava a carregar e terá rebentado pode estar na origem do fogo. O comandante dos bombeiros afirmou que, para já, não há conhecimento da causa exata. O 13.º andar, onde deflagrou o incêndio, ficou inabitável. Mário Conde declarou à SIC Notícias que o piso afetado não reúne condições de habitabilidade, pelo que os moradores terão de ser realojados. A decisão sobre o realojamento caberá às entidades competentes, num processo que ainda não foi detalhado.
Contexto e impacto na comunidade
O edifício, situado na Reboleira, é um dos maiores da zona, com 16 andares e 11 fogos por piso, o que significa uma elevada densidade populacional. A presença de uma repartição de Finanças no mesmo imóvel aumentou a complexidade da evacuação, embora o incêndio tenha ocorrido num piso residencial. A rápida resposta dos bombeiros evitou que o fogo se propagasse a outros pisos, mas o piso afetado sofreu danos significativos. A comunidade local aguarda agora informações sobre o realojamento das famílias desalojadas e sobre as investigações em curso para apurar as causas do sinistro.
Próximos passos e questões em aberto
As autoridades continuam a investigar a origem do incêndio, com especial atenção à hipótese da trotinete elétrica. O realojamento dos moradores do 13.º andar é a prioridade imediata, mas ainda não foram anunciadas medidas concretas. O número final de feridos pode ser atualizado, embora todos os casos sejam ligeiros. O edifício permanece sob vigilância e o acesso condicionado até que sejam concluídas as perícias técnicas. O incidente reabre o debate sobre a segurança dos carregamentos de trotinetes elétricas em edifícios residenciais, um tema que tem ganho relevância em Portugal.
Em resumo
- Incêndio no 13.º andar de um prédio de 16 pisos na Amadora, com 11 feridos ligeiros.
- Quatro agentes da PSP feridos durante a evacuação; duas crianças entre as vítimas.
- 46 operacionais e 18 veículos mobilizados; fogo dominado em cerca de uma hora.
- Piso afetado inabitável; moradores aguardam realojamento.
- Causa suspeita: explosão de trotinete elétrica a carregar, ainda não confirmada.
- Edifício totalmente evacuado, incluindo pessoas acamadas e uma grávida.

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