Palmeiras e Santos empatam em clássico com gol anulado nos acréscimos e Paulinho de volta após 302 dias
Com a arbitragem a invalidar o golo da virada de Allan por mão de Arias, o Palmeiras mantém a liderança com 33 pontos, enquanto o Santos sai provisoriamente da zona de rebaixamento.

PORTUGAL —
Os factos
- Palmeiras e Santos empataram 1-1 no Allianz Parque, na 14ª rodada do Brasileirão.
- Rollheiser abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo com um chute de fora da área.
- Flaco López empatou na segunda etapa, após cruzamento de Andreas Pereira.
- Allan marcou o que seria o golo da virada nos acréscimos, mas o VAR detetou toque no braço de Jhon Arias e o golo foi anulado.
- Paulinho, do Palmeiras, voltou a jogar após 302 dias devido a uma fratura por estresse na tíbia direita.
- O Santos atrasou a entrada em campo devido a um acidente no trajeto do hotel ao estádio.
- O Palmeiras lidera com 33 pontos; o Santos tem 15 e está provisoriamente fora do Z-4.
Clássico de dois tempos opostos no Allianz Parque
O Palmeiras e o Santos empataram a uma bola na noite deste sábado, no Allianz Parque, num jogo que teve duas metades distintas. O Santos dominou por completo os primeiros 45 minutos, construindo jogadas e ameaçando a baliza de Carlos Miguel. O Palmeiras, em contraste, fez o que muitos consideram o pior primeiro tempo da temporada, desorganizado taticamente e sem conseguir criar perigo. O resultado é insatisfatório para ambas as equipas. O Palmeiras, com 33 pontos, viu a sua vantagem na liderança poder encolher de seis para quatro pontos caso Fluminense e Flamengo vençam os seus jogos no domingo. O Santos, com 15 pontos, saiu provisoriamente da zona de rebaixamento, mas pode regressar ao grupo indesejado no final da rodada.
Erros táticos do Palmeiras e inteligência do Santos
O treinador Abel Ferreira alterou o esquema habitual, escalando Khellven, Lucas Evangelista e Maurício, uma decisão que se revelou equivocada. Os três foram os piores em campo, e a equipa pareceu não saber o que fazer: Andreas Pereira, teoricamente mais adiantado, surgiu muitas vezes como segundo atacante; o centroavante Flaco López foi deslocado para a ponta; e o baixinho Jhon Arias fez de centroavante. Foi uma bagunça tática rara no Palmeiras. O Santos aproveitou os erros na saída de bola, especialmente de Khellven e Evangelista, e fez um jogo inteligente. Rollheiser, aos 25 minutos, acertou um chute de fora da área que bateu no poste antes de entrar, sem hipóteses para Carlos Miguel. O Santos recuou e defendeu-se, mas o Palmeiras, mesmo desorganizado, criou chances que Arias e Maurício desperdiçaram.
Reação na segunda parte e golo anulado pelo VAR
No segundo tempo, o Santos continuou à vontade e teve espaço para contra-atacar, mas não castigou. Abel Ferreira corrigiu os erros ao intervalo, apostando em Allan e Sosa. O Palmeiras acordou e pressionou até empatar: Allan recuperou a bola no ataque, Andreas Pereira cruzou rasteiro e Flaco López finalizou para o fundo da rede. Nos acréscimos, Allan, agora como ala pela direita, balançou a rede e chegou a comemorar a virada. No entanto, o árbitro Raphael Claus, após revisão do VAR, detetou um toque no braço de Jhon Arias no lance e anulou o golo. O jovem passou da euforia à frustração, e o empate persistiu até ao fim.
Paulinho regressa após 302 dias de paragem
A partida foi marcante para Paulinho, camisa 10 do Palmeiras, que voltou a jogar após 302 dias devido a uma fratura por estresse na tíbia da perna direita, uma lesão incomum. O atacante começou no banco e entrou aos 28 minutos do segundo tempo. Aos 32 minutos, recebeu passe de Sosa e cruzou, mas o zagueiro Lucas Veríssimo cortou para escanteio. Cinco minutos depois, voltou a cruzar, parando na defesa do goleiro Gabriel Brazão. A grande chance de marcar no regresso surgiu após cruzamento de Jhon Arias e desvio de Flaco López: a bola sobrou limpa para Paulinho dentro da área, que girou e finalizou para fora, tirando tinta da trave. Nos acréscimos, Paulinho esteve em posição irregular no lance do golo anulado, mas a arbitragem invalidou por mão de Arias.
Atraso do Santos e despedida do Allianz Parque
O clássico começou com atraso devido a problemas no deslocamento do Santos do hotel ao estádio. A escolta enfrentou um acidente no caminho, e o percurso, que normalmente leva 20 minutos, durou quase uma hora. Assim que a delegação chegou, árbitro e delegado foram avisados, mas o time não entrou a tempo da execução do hino nacional, realizado apenas com o Palmeiras perfilado. O jogo marcou a última vez que o estádio levou o nome de Allianz Parque. A seguradora deixou de batizar o recinto, e o Nubank, detentor dos naming rights, vai revelar na segunda-feira, 4, o resultado da votação aberta ao público para o novo nome.
Consequências na tabela e perspetivas
Com o empate, o Palmeiras mantém a liderança com 33 pontos, sete de vantagem sobre o Flamengo, e não tem risco de ser ultrapassado nesta rodada. O Santos, com 15 pontos, assume a 15ª colocação e deixa provisoriamente a zona de rebaixamento, mas pode regressar caso Internacional e Atlético-MG vençam os seus jogos. O resultado é mau negócio para ambos: o Palmeiras perdeu a oportunidade de aumentar a vantagem na liderança, enquanto o Santos, apesar de somar um ponto, continua em situação delicada. A arbitragem e o VAR voltaram a ser protagonistas, com o golo anulado a gerar polémica e a definir o desfecho de um clássico intenso.
Em resumo
- O Palmeiras lidera o Brasileirão com 33 pontos, mas o empate permite que os rivais se aproximem.
- O Santos soma 15 pontos e sai provisoriamente do Z-4, mas a permanência depende dos resultados da rodada.
- O VAR anulou o golo da virada do Palmeiras por mão de Jhon Arias, gerando polémica.
- Paulinho regressou após 302 dias e quase marcou, acertando na trave.
- O Santos atrasou o início do jogo devido a um acidente no trajeto, perdendo o hino nacional.
- O Allianz Parque terá um novo nome após a votação do Nubank na segunda-feira.







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