Jorge Messias rejeitado pelo Senado: AGU avalia deixar governo Lula após derrota histórica
Com 42 votos contrários, a indicação de Messias ao STF naufragou por articulação de oposição e Alcolumbre; agora o advogado-geral pondera saída.

BRAZIL —
Os factos
- Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado por 42 votos a 34 para vaga no STF.
- A articulação contrária foi liderada pela oposição e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
- Messias publicou imagem gerada por IA segurando a Constituição e mensagem sobre coragem.
- A aliança com o ministro André Mendonça tornou-se um ônus devido ao caso Master.
- Messias terá conversa final com o presidente Lula antes de decidir se permanece na AGU.
- Especialista afirma que o governo não previu a resistência que enfrentaria no Congresso.
A rejeição no plenário e a articulação que a viabilizou
O plenário do Senado rejeitou na última semana a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos a 34. A derrota foi resultado de uma articulação da oposição com o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP). O governo, segundo analistas, não antecipou a força do movimento contrário no Congresso. A aliança de Messias com o ministro André Mendonça, antes vista como trunfo, tornou-se um fardo após o envolvimento no caso Master.
A reação de Messias nas redes sociais
No sábado (2), Messias publicou em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostra segurando a Constituição, relembrando o momento de sua sabatina no Senado. Na legenda, escreveu: 'Quando a coragem fala mais alto que o aplauso, é aí que começa a verdadeira história. Firme nos princípios, guiado pelo propósito. O que fazemos hoje ecoa no amanhã.' Em outra postagem, completou: 'É preciso coragem para defender princípios quando eles não são populares. Mas é exatamente aí que nasce a história que vale a pena viver. Siga firme. Inspire. Transforme.'
Os próximos passos de Messias e o impacto no governo Lula
Após a rejeição, Messias avalia deixar o cargo de Advogado-Geral da União. Ele terá uma conversa final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de bater o martelo. A saída de Messias representaria uma baixa relevante no primeiro escalão do governo, especialmente em um momento de relações tensas com o Legislativo. A derrota também expõe a fragilidade da base governista no Senado.
O caso Master e o peso da aliança com Mendonça
A aliança de Messias com o ministro André Mendonça, do STF, foi um dos fatores que pesaram contra sua indicação. O caso Master, que envolve investigações sobre supostas irregularidades, transformou essa parceria de trunfo em fardo. Senadores da oposição usaram o episódio para questionar a independência de Messias e sua capacidade de atuar com imparcialidade na Corte. A estratégia enfraqueceu sua candidatura e mobilizou votos contrários.
O contexto político e as lições para o governo
A rejeição de Messias é a primeira vez que um indicado ao STF é derrotado no plenário do Senado desde a redemocratização. O episódio sinaliza um Congresso mais assertivo e disposto a confrontar o Executivo. Para o governo Lula, a derrota impõe a necessidade de recalibrar a estratégia de articulação política. A falta de previsão sobre a resistência encontrada revela uma desconexão entre o Palácio do Planalto e as dinâmicas do Legislativo.
O que esperar da permanência de Messias na AGU
Caso decida ficar, Messias terá que lidar com o desgaste político e a desconfiança de parte do Senado. Sua atuação à frente da AGU será examinada com lupa por adversários. Se optar pela saída, o governo precisará encontrar um substituto que equilibre capacidade técnica e trânsito político. O processo de escolha será um novo teste para a governabilidade de Lula.
Em resumo
- Jorge Messias foi rejeitado para o STF por 42 votos a 34, após articulação da oposição e de Davi Alcolumbre.
- A aliança com André Mendonça, antes benéfica, tornou-se um ônus devido ao caso Master.
- Messias publicou mensagens enaltecendo a coragem e uma imagem gerada por IA segurando a Constituição.
- O advogado-geral avalia deixar o governo Lula após conversa final com o presidente.
- A derrota expõe a fragilidade da base governista no Senado e a necessidade de melhor articulação política.
- O episódio é inédito desde a redemocratização e sinaliza um Congresso mais assertivo.
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