Pesquisa Quaest revela disputas acirradas em 8 estados e liderança folgada de Tarcísio em SP
Levantamento nos quatro maiores colégios eleitorais mostra empate técnico na Bahia e vantagem de Cleitinho em Minas, enquanto sucessores de governadores enfrentam dificuldades.
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BRAZIL —
Os factos
- Pesquisa Genial/Quaest com 95% de confiança e margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais.
- Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 38-40% no primeiro turno; no segundo, vence Haddad por 49% a 32%.
- Na Bahia, ACM Neto (União) tem 41% contra 37% de Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno; no segundo, 41% a 38%.
- Em Minas Gerais, senador Cleitinho (Republicanos) lidera com 30-37%; governador Mateus Simões (PSD) tem apenas 4%.
- No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) marca 34-40% no primeiro turno; Douglas Ruas (PL) tem 9-11%.
- No Ceará, Camilo Santana (PT) lidera com 40% contra 33% de Ciro Gomes (PSDB); Elmano de Freitas (PT) perde para Ciro por 41% a 32%.
- Em Pernambuco, João Campos (PSB) lidera com 42% contra 34% da governadora Raquel Lyra (PSD).
- No Paraná, Sergio Moro (PL) lidera; sucessor de Ratinho Junior, Sandro Alex, tem 5-6%.
Disputa acirrada na Bahia e no Ceará
Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) estão tecnicamente empatados no primeiro turno, com 41% e 37% das intenções de voto, respectivamente. No segundo turno, ACM Neto mantém vantagem numérica: 41% contra 38% de Jerônimo. Apesar da disputa apertada, o governador petista tem aprovação de 56% e 51% dos eleitores consideram que ele merece um novo mandato. Contudo, sua rejeição é de 42%, superior aos 32% do adversário. No Ceará, a disputa é condicionada pela escolha do PT entre dois nomes. O senador Camilo Santana (PT) lidera contra Ciro Gomes (PSDB) por 40% a 33% no primeiro turno. Já o governador Elmano de Freitas (PT) fica atrás de Ciro: 32% contra 41%. No segundo turno, Camilo venceria Ciro por 44% a 39%, enquanto Ciro superaria Elmano por 46% a 35%. Elmano, no entanto, tem aprovação de 53% e 50% consideram que ele merece reeleição. O alinhamento nacional pesa nos dois estados: na Bahia, 47% preferem um governador alinhado a Lula, contra 16% aliado a Bolsonaro; no Ceará, 43% preferem aliado de Lula, contra 18% de Bolsonaro.
Minas Gerais e Rio de Janeiro: lideranças consolidadas e sucessão incerta
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera todos os cenários de primeiro turno, variando entre 30% e 37%, mesmo sem ter confirmado candidatura. A segunda colocação é disputada por Alexandre Kalil (PDT), com 14-16%, e Rodrigo Pacheco (PSB), com 8-11%. O atual governador Mateus Simões (PSD), que busca suceder Romeu Zema (Novo), tem apenas 4% das intenções, apesar da aprovação de 52% da gestão Zema. Em simulações de segundo turno, Cleitinho amplia vantagem para mais de 20 pontos. No Rio de Janeiro, a disputa deve ir para o segundo turno entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL). Paes lidera o primeiro turno com 34-40%, enquanto Ruas tem 9-11%. No segundo turno, Paes alcança 49% contra 16% de Ruas. O estado vive um vácuo de poder, com governo interino de Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a saída de Cláudio Castro (PL).
São Paulo e Paraná: favoritismo de Tarcísio e dificuldade de sucessores
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com folga no primeiro turno, com 38-40%, superando sozinho a soma dos adversários. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece com 26-28%. No segundo turno, Tarcísio amplia para 49% contra 32% de Haddad, com 8% indecisos e 11% de brancos/nulos. Os demais candidatos, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), têm 5% cada. No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) não consegue impulsionar seu sucessor, Sandro Alex, que aparece com apenas 5-6% no primeiro turno. O senador Sergio Moro (PL) lidera, seguido por Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB). Ratinho Junior havia sido cogitado para a Presidência, mas optou por concluir o mandato.
Rio Grande do Sul, Pará e Pernambuco: desafios para governistas
No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSD) apoia o vice Gabriel Souza (MDB), que tem apenas 6% das intenções. A ex-deputada Juliana Brizola (PDT) lidera com 24%, seguida pelo deputado Luciano Zucco (PL). Leite também era cotado para a Presidência, mas desistiu. No Pará, o ex-prefeito de Ananindeua Dr. Daniel Santos (Podemos) lidera com 22-24%, enquanto a governadora Hana Ghassan (MDB) tem 19-22%, empate técnico. No segundo turno, Santos mantém vantagem: 34% contra 29%. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) está atrás do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que tem 42% contra 34% no primeiro turno. No segundo turno, Campos lidera com 46% contra 38%. João Campos é filho do ex-governador Eduardo Campos e aliado de Lula.
Transferência de capital político perde força, apontam analistas
Cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO destacam que a transferência automática de apoio de governadores para seus sucessores vem perdendo força. Murilo Medeiros, da UnB, afirma que “transformar o apoio do governo em ativo eleitoral não é garantido”. Ele observa que o eleitorado está mais volátil e menos fiel a padrinhos políticos, com o voto mais individualizado. Casos como os de Ratinho Junior e Eduardo Leite ilustram essa tendência: mesmo com alta aprovação, não conseguem alavancar seus sucessores. Medeiros ressalta que candidatos governistas costumam crescer durante a campanha, com a máquina e alianças, mas o capital político não é herdado automaticamente. Dos dez estados pesquisados, oito apresentam cenários desafiadores para a continuidade das gestões. As exceções são São Paulo, com Tarcísio consolidado, e Goiás, onde o vice de Ronaldo Caiado lidera.
Perspectivas para 2026: indefinição e polarização nacional
As pesquisas indicam que a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro influencia as disputas estaduais, mas não determina os resultados. Em estados como Bahia e Ceará, a preferência por governadores alinhados a Lula é majoritária, mas os candidatos bolsonaristas ou de centro-direita conseguem competitividade. Em Minas Gerais, a liderança de Cleitinho, que ainda não confirmou candidatura, mostra a volatilidade do eleitorado. Já no Rio, a vantagem de Eduardo Paes reflete sua popularidade, mesmo sem o apoio do governo federal. O cenário geral é de fragmentação e dificuldade de reeleição para governadores e seus sucessores, com exceções pontuais. As campanhas eleitorais, que começam oficialmente em agosto de 2026, deverão definir os rumos, com a máquina pública e as alianças partidárias sendo testadas.
Em resumo
- A pesquisa Genial/Quaest mostra que em 8 dos 10 estados analisados, a continuidade das gestões enfrenta desafios, com exceção de São Paulo e Goiás.
- Na Bahia e no Ceará, o alinhamento ao presidente Lula é preferido por cerca de metade do eleitorado, mas os candidatos de oposição estão competitivos.
- Em Minas Gerais, o senador Cleitinho lidera mesmo sem candidatura confirmada, enquanto o governador Mateus Simões tem apenas 4%.
- No Rio de Janeiro, Eduardo Paes é favorito, com Douglas Ruas (PL) muito atrás, em meio a um vácuo de poder no estado.
- A transferência de capital político de governadores para sucessores está perdendo força, segundo analistas, devido à volatilidade do eleitorado.
- Tarcísio de Freitas (SP) e João Campos (PE) são os únicos candidatos governistas com vantagem consolidada, enquanto outros governadores enfrentam dificuldades.





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