Mais de 400 polícias saíram da PSP em 2025; sindicatos marcam protesto nacional contra corte nas reformas
Enquanto o Governo promete tolerância zero a desvios, a corporação enfrenta uma vaga de saídas e acusações de tortura que abalam a confiança pública.
BRAZIL —
Os factos
- Mais de 400 agentes da PSP saíram da corporação em 2025.
- Sete polícias foram detidos e ficaram em prisão preventiva por tortura na esquadra do Rato.
- Tribunal aplicou a medida de coação mais gravosa aos sete acusados.
- PSP excluiu 85 candidatos em provas de despiste de atitudes radicais e agressivas.
- Ministro da Administração Interna afirmou que não vai tolerar comportamentos desviantes.
- Sindicato da PSP prepara protesto para janeiro e não descarta novo plenário no aeroporto.
- Governo quer que polícias identifiquem prédios devolutos em risco de ocupação indevida.
Vaga de saídas e crise de confiança na PSP
Mais de 400 polícias abandonaram a PSP em 2025, um número que acendeu alertas no Ministério da Administração Interna. A saída em massa ocorre num momento em que a corporação enfrenta múltiplas frentes de crise: desde acusações de tortura até protestos sindicais contra cortes nas reformas. O novo ministro da Administração Interna, que assumiu recentemente, já sinalizou que não tolerará comportamentos desviantes. "Não é aceitável que um agente da PSP do Interior tenha de ser colocado em Lisboa", disse, referindo-se à má distribuição de efetivos pelo país.
Prisão preventiva para sete agentes acusados de tortura
O tribunal aplicou a medida de coação mais gravosa – prisão preventiva – aos sete polícias detidos esta semana por tortura na esquadra do Rato, em Lisboa. As acusações, que chocaram a opinião pública, levaram o Ministério da Administração Interna a prometer uma investigação rigorosa. Os agentes, que agora aguardam julgamento atrás das grades, são acusados de infligir sofrimento físico e psicológico a detidos. O caso reacendeu o debate sobre a cultura de impunidade dentro das forças de segurança.
Protestos sindicais e corte nas reformas
As estruturas sindicais da PSP marcaram um protesto nacional contra o corte nas reformas, previsto para janeiro. O sindicato não descarta a realização de um novo plenário no aeroporto, repetindo a estratégia que já causou constrangimentos em 2024. Os polícias exigem a reposição das regras anteriores, que garantiam pensões mais favoráveis. O Governo, por seu lado, defende a sustentabilidade do sistema, mas enfrenta uma base descontente.
Exclusão de 85 candidatos por atitudes radicais
A PSP excluiu 85 candidatos durante as provas de despiste de atitudes radicais e agressivas, um número que revela a preocupação com a infiltração de extremistas na corporação. O processo de seleção foi reforçado após denúncias de comportamentos violentos entre agentes. A medida insere-se num esforço mais amplo de limpeza interna, que inclui a revisão de procedimentos disciplinares e a criação de canais de denúncia anónimos.
Operações de fiscalização e imigração
A PSP intensificou a fiscalização nos aeroportos, abordando passageiros logo na saída dos aviões, sob a justificativa de cumprir compromissos com a União Europeia. Três passageiros de um voo de São Paulo foram detidos em Lisboa, num contexto de aumento das recusas de entrada. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, 749 cidadãos brasileiros foram impedidos de entrar em Portugal em 2025, uma redução de 49% face a 2024, mas o total de estrangeiros barrados aumentou. Portugal mandou 23 mil imigrantes embora em 2025, um aumento de 5.080% em relação ao ano anterior.
Crime organizado e falhas administrativas
Um integrante do PCC conhecido como "Hulk", preso em Portugal, fracassou ao tentar evitar a extradição para o Brasil. Recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça e à AIMA requerendo proteção internacional, mas o pedido foi negado. Ainda não há prazo para a sua entrega às autoridades brasileiras. Entretanto, a AIMA foi alvo de críticas após transformar uma filha em mãe ao emitir um documento com dados errados, num caso que expõe as falhas do sistema informático. O incidente levanta questões sobre a fiabilidade dos registos civis.
Operações no terreno: apreensões e detenções
A GNR recuperou na A3 uma carrinha furtada menos de 24 horas antes em Braga, e apanhou 633 condutores sem carta no Minho. Em Guimarães, foram apreendidos mais de dois milhões de cigarros e detidos três homens. No Porto, uma dupla que furtava carros, combustível e cartões multibanco em Braga, Famalicão e Póvoa de Lanhoso foi detida. Em Gondomar, um grupo fez-se passar por polícias e roubou 120 quilos de prata. As autoridades continuam a investigar estas ocorrências, que mostram a diversidade de desafios enfrentados pelas forças de segurança.
Em resumo
- A PSP perdeu mais de 400 agentes em 2025, agravando a falta de efetivos.
- Sete polícias estão em prisão preventiva por tortura na esquadra do Rato, num caso que abala a credibilidade da corporação.
- Os sindicatos preparam um protesto nacional em janeiro contra o corte nas reformas.
- A PSP excluiu 85 candidatos por atitudes radicais, sinalizando uma tentativa de depuração interna.
- Portugal mandou 23 mil imigrantes embora em 2025, um aumento de 5.080% face a 2024.
- O crime organizado continua a operar, com casos de extradição falhada e roubos sofisticados.





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