Aprovação de Lula cai a 42% e rejeição supera 50% após derrotas no Congresso
Pesquisa Real Time Big Data mostra presidente com 40% no primeiro turno, vantagem sobre Flávio Bolsonaro encolhe para 6 pontos, e empate técnico no segundo turno.

BRAZIL —
Os factos
- 52% desaprovam o governo Lula, contra 42% de aprovação e 6% de indecisos.
- Em março, aprovação era de 44% e desaprovação de 51%.
- Pesquisa foi realizada entre 2 e 4 de maio com 2.000 entrevistas; margem de erro de 2 pontos percentuais.
- No primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 34%, diferença de 6 pontos.
- No segundo turno, Flávio lidera numericamente (44% a 43%), mas há empate técnico.
- Lula empata tecnicamente com Caiado, Zema e Ciro Gomes no segundo turno; venceria Renan Santos.
- Rejeição a Lula é de 44%; a Flávio Bolsonaro, 41%.
- Governo sofreu duas derrotas no Congresso: rejeição de Jorge Messias ao STF e derrubada de veto da dosimetria.
Avaliação negativa do governo supera metade do eleitorado
A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva caiu para 42%, enquanto a desaprovação subiu para 52%, segundo pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5). Outros 6% não souberam ou não responderam. Os números representam uma deterioração em relação à rodada anterior, de março, quando a aprovação era de 44% e a desaprovação de 51%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03627/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados entre os dias 2 e 4 de maio, com 2.000 entrevistas em todo o país. A piora na avaliação ocorre em meio a um cenário político adverso para o Palácio do Planalto. Na última semana, o governo sofreu duas derrotas relevantes no Congresso: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.
Derrotas no Congresso ampliam fragilidade política
Esses episódios reforçaram a percepção de fragilidade na articulação política do governo, ao mesmo tempo em que ampliaram o espaço para atuação da oposição. A sequência de reveses coincide com a intensificação do debate sobre temas sensíveis, como segurança institucional e política penal. A queda na aprovação acontece em um momento em que o governo tenta reposicionar sua agenda econômica e social, com iniciativas voltadas à redução do endividamento e à melhora da renda. Ainda assim, os números indicam que parte do eleitorado segue distante, em um contexto de maior cobrança sobre resultados concretos. O presidente brasileiro deve usar um encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump para tentar mostrar força durante a crise com o Congresso e desarmar os planos de Flávio Bolsonaro de se vender como aliado do americano na campanha.
Lula lidera primeiro turno, mas vantagem sobre Flávio encolhe
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de seis pontos percentuais representa um encolhimento em relação a pesquisas anteriores. Em segundo plano, aparecem Ciro Gomes (PSDB) com 8%, Ronaldo Caiado (PSD) com 6%, Romeu Zema (Novo) com 4%, e Renan Santos (Missão) com 2%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Lula e Flávio Bolsonaro são os mais citados. Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 1%. Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, não foi incluído nos cenários. No segundo turno, Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 44% contra 43% de Lula, mas os dois estão empatados dentro da margem de erro. Lula também empata tecnicamente com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ciro Gomes. Ele venceria Renan Santos.
Rejeição atinge Lula e Flávio de forma semelhante
A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual candidato eles mais rejeitam. Lula é rejeitado por 44% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro tem rejeição de 41%. Os dois são os mais citados, indicando uma polarização que persiste mesmo com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Os números de rejeição são particularmente relevantes para o segundo turno, onde o candidato com menor rejeição pode ter vantagem. No momento, a diferença de três pontos entre Lula e Flávio está dentro da margem de erro. A tendência apontada pela pesquisa sugere que o ambiente político deve permanecer pressionado no curto prazo, com impacto potencial sobre a condução da pauta no Congresso e sobre o cenário eleitoral de 2026.
Contexto de crise e expectativas para o futuro
A pesquisa Real Time Big Data foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil e repercutiu amplamente. O instituto é um dos principais do país e suas pesquisas são acompanhadas de perto por analistas políticos. O governo Lula enfrenta um momento de baixa popularidade, agravado pelas derrotas no Congresso e pela dificuldade em aprovar sua agenda. A oposição, por sua vez, tenta capitalizar o descontentamento, com Flávio Bolsonaro consolidando-se como o principal nome da direita após a inelegibilidade do pai. As próximas pesquisas devem indicar se a tendência de queda na aprovação se manterá ou se o governo conseguirá reverter o quadro com medidas econômicas e o encontro com Trump. O cenário eleitoral de 2026 ainda é incerto, mas a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro parece consolidada.
Em resumo
- A aprovação do governo Lula caiu para 42%, a menor desde o início do mandato, enquanto a desaprovação atingiu 52%.
- As derrotas no Congresso (rejeição de Messias ao STF e derrubada do veto da dosimetria) aceleraram a deterioração da imagem do governo.
- No primeiro turno, Lula lidera com 40%, mas a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (34%) encolheu para seis pontos.
- No segundo turno, Lula e Flávio estão empatados tecnicamente; Lula também empata com Caiado, Zema e Ciro.
- Lula e Flávio são os candidatos com maior rejeição (44% e 41%, respectivamente), mantendo a polarização.
- O encontro de Lula com Trump pode ser uma tentativa de reverter a queda de popularidade e neutralizar a estratégia de Flávio.





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